Francisco! Viva



Certamente o Brasil não seria efetivamente um bom representante da mudança que se quer sinalizar, pois, não há uma sensibilidade tão evidente para os novos tempos da busca da igualdade de condições.Ainda é a nação com as maiores diferenças de renda do mundo
por Antonio Silva
 



A humildade do novo papa certamente é revelador como um novo tempo da Igreja que os representantes de Roma sinalizam e Francisco I demonstra com sua personalidade de uma região, em que a maioria das pessoas, estão distante da ostentação. Portanto, dois pontos fundamentais a serem observados: o político e o social. Não haveria mais caminhos para os católicos se não aproximar-se de uma maioria de pessoas que ficam à margem do sistema capitalista, dirigido por pequenos grupos de líderes que movimentam a economia mundial.

Evidente que venceu o lado menos conservador da Igreja, reunindo características em comum com a grande maioria pobre: a simplicidade e o carisma. Talvez não seja exatamente uma escolha desejável por religiosos que aceitaram o ortodoxíssimo de Bento XVI, com seus caros sapatos vermelhos da etiqueta Prada.

Um intelectual reconhecido pelos seus pares que falam com ele com facilidade no idioma da pouca humildade e vocação política. Assim, faltou comunicação com uma sociedade periférica, absolutamente na contramão do poder econômico de Roma – em meio a escândalos bancários, como símbolo de vigor econômico, deferente dos fiéis de Francisco.

Não há muita solução para a política, na globalização ao não ser a tornar o mundo espaço de mais inclusão, pelo menos é que sinaliza o surgimento dos novos líderes institucionais, como também é o caso de Barack Obama, duas vezes eleito nos Estados Unidos e agora um franciscano convicto.

Será um novo tempo social? Possivelmente não, mas no final fica evidente o desconforto e a dificuldade da concentração de renda em um mundo de milionários, de uma classe média que não consegue chegar ao topo. Deve-se ainda observar os milhares de assalariados, que perdem empregos e vão para os benefícios possíveis na rede social do Estado. Isto nos países ricos, por que na América Latina, por exemplo, por séculos é a realidade naturalidade, de maneira medíocre.

O cenário político social vence as eleições no Vaticano. Um Argentino e não um brasileiro, na região. Certamente o Brasil não seria efetivamente um bom representante da mudança que se quer sinalizar, pois, não há uma sensibilidade tão evidente para os novos tempos da busca da igualdade de condições.

Ainda é a nação com as maiores diferenças de renda do mundo. A Argentina é um símbolo em melhor posição. Viva Francisco!

Antonio Silva, Jornalista e professor universitário (UFMT - Barra do Garças).

0 comentários:

Postar um comentário

Comente esta postagem.