Um artigo publicado no Wi
– Journal of Mobile Media – realiza uma exploração em torno da
utilização do Facebook Places. O Places é funcionalidade de geolocalização
embutido nos perfis da rede social Facebook. Maude Gauthier, autor do estudo exploratório,
percorre pelas ideias de usuários e não-usuários do serviço e de como essa
utilização (ou não) se relaciona com o público em potencial (“amigos” do
Facebook) de cada usuário.
A pesquisa foi realizada com seis usuários do Places, todos considerados
como “default users”. Gauthier utiliza-se desse termo (ou usuários por padrão,
em tradução livre) para se referir àquelas pessoas que passaram a utilizar o
aplicativo Places sem exatamente uma finalidade concebida – ou seja, meramente
porque a opção passou a estar disponível em seus dispositivos móveis. Em suas
palavras, a adoção dessa ferramenta pode ser considerada “acidental”, mesmo que
sua utilização tenha ganho outros atributos ou utilidades – como tentativas de
encontrar-se presencialmente com amigos.
A principal consideração do artigo gira em torno da falta de interesse
particular no Places. Ainda que os entrevistados não tenham demonstrado
qualquer inclinação específica na ferramenta, eles a usavam para finalidades
diversas, como tentativas de sociabilização ou simplesmente pela
disponibilidade da mesma. Mais
