O texto de Rachel Bertol é de 29/03/2011, mas vale a pena curtir de novo...
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** "O modo como os adolescentes falam entre si e a necessidade que sentem de se manter em contato via celular é feito desse tipo específico de meio."
** "Nunca paramos de interferir drasticamente sobre nós mesmos por meio de toda tecnologia a que nos agarramos. Estamos sempre desorganizando absolutamente a nossa vida."
** "Os sistemas de obtenção de dados processados eletronicamente nos possibilitam reunir tudo de forma instantânea. Esse tipo de memória total permite-nos (...) colocar todos os livros do mundo num computador."
** "O público hoje assumiu um novo papel. Devido à própria simultaneidade da informação e da programação eletrônica, já não existem propriamente espectadores. Todo mundo faz parte do elenco."
Parecem lugares-comuns? Sim, mas são frases que datam de quase 50 anos, ditas nos anos 1960 por um professor célebre e polêmico: Herbert Marshall McLuhan, cujo centenário de nascimento, neste ano, está sendo celebrado no mundo todo. O autor do famoso aforismo "o meio é a mensagem", o primeiro a falar em "aldeia global" muito antes da invenção da internet e da banalização da globalização, não conseguiu obter em vida – ele morreu em 1980 – o reconhecimento dos seus pares na academia. "Meu pai viu seus escritos serem deplorados", diz Eric McLuhan, filho de Marshall. Este centenário, porém, representa uma virada. Uma extensa agenda de seminários em diferentes países – entre eles o Brasil – resgata o pensador canadense como um intelectual de prestígio, além da capa de "profeta da comunicação".
"As asserções de McLuhan são muito contemporâneas, mas da nossa atualidade, não do tempo dele", afirma Derrick de Kerckhove, autor de A Pele da Cultura (Ed. Annablume) e um dos principais discípulos do pensador, de quem foi aluno e assistente. Íntegra
