O site Anormal entrevistou o estudante de Jornalismo do Campus Araguaia da Universidade Federal de Mato Grosso Lázaro Gomes, que recentemente lançou o livro "Longe de Casa: sonhos e saudades":
ANORMAL: No livro você fala muito sobre saudades. Aqui na região conseguiu encontrar pessoas que supra um pouco dessa saudade?
LÁZARO: Barra do Garças não é a primeira saudade que eu venho após o período descrito no livro. É a sexta cidade que estou morando após essa fase. Em cada uma dessas cidades eu encontrei apoio emocional para me ajudar com a saudade. Cheguei aqui em um momento muito mais preparado emocionalmente. Também encontrei amigos, pessoas para compartilhar momentos. Em Belo Horizonte sentia muita saudade, era mais jovem e estar longe de casa uma longa temporada ainda precisava de mais suporte emocional. Sentia muito mais.
LÁZARO: É uma forma de matar a saudade, é uma trajetória que marcou muito a vida. É uma forma de amenizar essa saudade.
ANORMAL: É só o primeiro de uma série?
LÁZARO: Sobre o assunto é o único. Ele foi escrito por saudade, pelos amigos, sem compromisso. Algo que foi importante em minha vida, que achei interessante passar a mensagem. Estou escrevendo um segundo livro que é o meu trabalho de conclusão de curso(TCC) sobre a Serra do Roncador. Mas sobre saudade, esse é o único
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LÁZARO: Sobre o assunto é o único. Ele foi escrito por saudade, pelos amigos, sem compromisso. Algo que foi importante em minha vida, que achei interessante passar a mensagem. Estou escrevendo um segundo livro que é o meu trabalho de conclusão de curso(TCC) sobre a Serra do Roncador. Mas sobre saudade, esse é o único
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ANORMAL: Você pretender seguir a carreira de escritor?
LÁZARO: Não quero ser escritor. Aliás, como jornalista quero escrever, e considero que todo bom jornalista tem que escrever bem. Mas com esse livro, como disse, eu achei uma história relevante, que marcou toda uma geração, então merecia ser escrita.
LÁZARO: Não quero ser escritor. Aliás, como jornalista quero escrever, e considero que todo bom jornalista tem que escrever bem. Mas com esse livro, como disse, eu achei uma história relevante, que marcou toda uma geração, então merecia ser escrita.
ANORMAL: Quando começou a escrever o livro e para quem você mostrou pela primeira vez a obra?
LÁZARO: Comecei a escrever em Fevereiro de 2007, passei quase 6 anos escrevendo. A primeira pessoa que mostrei foi para o radialista Leonel Batista Rocha, que também é professor, com uma bagagem intelectual fantástica. Inclusive foi em uma viagem de Réveillon, que conversei com ele a respeito com ele.
LÁZARO: Comecei a escrever em Fevereiro de 2007, passei quase 6 anos escrevendo. A primeira pessoa que mostrei foi para o radialista Leonel Batista Rocha, que também é professor, com uma bagagem intelectual fantástica. Inclusive foi em uma viagem de Réveillon, que conversei com ele a respeito com ele.
ANORMAL: Enfrentou alguma dificuldade ou preconceito durante o processo de publicação do livro por ser jovem?
LÁZARO: Quando a gente se propõe a escrever está sujeito à críticas, é impossível agradar a todas as frentes. Mas sobre dificuldades, não tive, muito pelo contrário, sempre tive muitos incentivos para escrever.
LÁZARO: Quando a gente se propõe a escrever está sujeito à críticas, é impossível agradar a todas as frentes. Mas sobre dificuldades, não tive, muito pelo contrário, sempre tive muitos incentivos para escrever.
LÁZARO: Barra do Garças não é a primeira saudade que eu venho após o período descrito no livro. É a sexta cidade que estou morando após essa fase. Em cada uma dessas cidades eu encontrei apoio emocional para me ajudar com a saudade. Cheguei aqui em um momento muito mais preparado emocionalmente. Também encontrei amigos, pessoas para compartilhar momentos. Em Belo Horizonte sentia muita saudade, era mais jovem e estar longe de casa uma longa temporada ainda precisava de mais suporte emocional. Sentia muito mais.
ANORMAL: Você hoje já está preparado para viver uma vida longe de sua família?
LÁZARO: A narrativa do livro compreende uma fase de 3 anos, no meu caso foi dos 14 aos 17 anos. Fez-me enxergar a vida de um modo diferente de muitos jovens daquela época e da minha idade. Hoje tenho 24 anos, o amadurecimento é constante, nunca estamos absolutamente amadurecidos. Agora estou mais preparado, não me abalo como me abalava.
LÁZARO: A narrativa do livro compreende uma fase de 3 anos, no meu caso foi dos 14 aos 17 anos. Fez-me enxergar a vida de um modo diferente de muitos jovens daquela época e da minha idade. Hoje tenho 24 anos, o amadurecimento é constante, nunca estamos absolutamente amadurecidos. Agora estou mais preparado, não me abalo como me abalava.
ANORMAL: A música está presente muito no livro, através de vários versos. Qual a importância da música em sua vida?
LÁZARO: A música é muito especial, é uma forma de externar emoções. Nós costumamos associar a música com os momentos que vivemos. Músicas de Engenheiros, de Capital, Legião, Cássia Eller, para poder tornar os momentos mais brandos em minha vida. Tem uma música da Cássia Eller, que inclusive cito no livro que fala “bobeira é não viver a realidade”. Acho que devemos viver o hoje pensando no hoje e nunca no passado. O que fazemos hoje é preponderante para o amanhã. Por que não viver essa realidade? Outra do Engenheiros do Havaí fala “Eu não vim até aqui para desistir agora”, então é uma forma de motivação mesmo. Uma certeza que no final, você vai se sentir realizado.
LÁZARO: A música é muito especial, é uma forma de externar emoções. Nós costumamos associar a música com os momentos que vivemos. Músicas de Engenheiros, de Capital, Legião, Cássia Eller, para poder tornar os momentos mais brandos em minha vida. Tem uma música da Cássia Eller, que inclusive cito no livro que fala “bobeira é não viver a realidade”. Acho que devemos viver o hoje pensando no hoje e nunca no passado. O que fazemos hoje é preponderante para o amanhã. Por que não viver essa realidade? Outra do Engenheiros do Havaí fala “Eu não vim até aqui para desistir agora”, então é uma forma de motivação mesmo. Uma certeza que no final, você vai se sentir realizado.
ANORMAL: A temática do livro é uma das mais atuais na realidade em nosso país, em que os jovens estão saindo de casa(seja para fazer faculdade ou curso técnico) e tendo que passar por várias situações longe dos pais. Considera o seu livro um manual de sobrevivência sobre o que jovem pode esperar?
LÁZARO: Eu não posso dizer que é um manual de sobrevivência. Mas quem ler o livro vai se identificar com muita coisa. A pessoa que sai de casa vai ter presente em sua vida uma palavra em muitos momentos: aventura. Acho que a pessoa viver com intensidade mas com responsabilidade é importantíssimo. Além de verem a importância dos amigos, amigos são como família, principalmente quando se está fora de casa. Eu falo que estudante tem que viver com estudante, pois é uma maneira de um entender ao outro. Seja com uma palavra de apoio, com um sorriso ou uma proposta de passar por aquela situação juntos. Então são coisas que passei, que o leitor vai encontrar no livro e se ver naquela circunstância.
LÁZARO: Eu não posso dizer que é um manual de sobrevivência. Mas quem ler o livro vai se identificar com muita coisa. A pessoa que sai de casa vai ter presente em sua vida uma palavra em muitos momentos: aventura. Acho que a pessoa viver com intensidade mas com responsabilidade é importantíssimo. Além de verem a importância dos amigos, amigos são como família, principalmente quando se está fora de casa. Eu falo que estudante tem que viver com estudante, pois é uma maneira de um entender ao outro. Seja com uma palavra de apoio, com um sorriso ou uma proposta de passar por aquela situação juntos. Então são coisas que passei, que o leitor vai encontrar no livro e se ver naquela circunstância.
ANORMAL: Quais são seus sonhos profissionais?
LÁZARO: Eu tenho muitos sonhos, mas vou me concentrar na minha formação de Jornalista e depois em minha formação de Direito. Eu comecei a fazer direito, mas ainda não concluí e pretendo concluir, porque acho que o Jornalismo e o Direito são afins, uma necessidade da habilidade que a outra possua. Pretendo seguir essa linha, mas não em Barra do Garças, acho que aqui ainda não está preparada para esse nicho que vem surgindo. Vai melhorar, mas ainda vai levar um tempo. Pretendo montar um escritório de advocacia em São Paulo, trabalhar como editor de um jornal lá. Hoje é esse meu sonho, mas variamos sempre de opinião. Eu quero viver o hoje.
LÁZARO: Eu tenho muitos sonhos, mas vou me concentrar na minha formação de Jornalista e depois em minha formação de Direito. Eu comecei a fazer direito, mas ainda não concluí e pretendo concluir, porque acho que o Jornalismo e o Direito são afins, uma necessidade da habilidade que a outra possua. Pretendo seguir essa linha, mas não em Barra do Garças, acho que aqui ainda não está preparada para esse nicho que vem surgindo. Vai melhorar, mas ainda vai levar um tempo. Pretendo montar um escritório de advocacia em São Paulo, trabalhar como editor de um jornal lá. Hoje é esse meu sonho, mas variamos sempre de opinião. Eu quero viver o hoje.
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