Xavante
No dia 10 de dezembro terá início o trabalho da equipe de desintrusão que auxiliará as pessoas que residem dentro da Terra Indígena Marãiwatsédé a deixarem o local. A área de 165.241 hectares foi homologada, em 1998, como terra de ocupação tradicional do povo Xavante e neste mês de dezembro sará cumprida a decisão judicial que determina a saída de todos os não índios que ocupam a terra indígena.
Em uma decisão nesta quarta-feira (05/12), o juiz federal Marllon de Souza indeferiu dois recursos que pediram a suspensão da desintrusão e a realização de um levantamento das benfeitorias nas propriedades que estão dentro da terra indígena. Em sua decisão, o juiz federal considerou que os pedidos dos recursos têm “caráter eminentemente procrastinatório” e determinou o seguimento do trabalho de desintrusão.
A equipe de desintrusão auxiliará as famílias que manifestaram opção por deixar a área voluntariamente, respeitando a notificação da decisão judicial que fixou prazo de 30 dias para a saída de todos os não índios dos limites da terra indígena. No relatório dos oficiais de justiça que trabalharam na notificação, no mês de novembro, há diversos relatos de pessoas que, ao receber a notificação, mostram-se dispostas a cumprir a decisão judicial e pediram o auxílio para a retirada dos pertences e mobiliário.
Além do auxílio na saída voluntária, com vistas a dar cumprimento à decisão judicial de desintrusão, o território ocupado foi dividido em quatro setores e a equipe de trabalho iniciará pelas áreas com propriedades de grande porte e menos povoadas para, posteriormente, seguir para as áreas com maior concentração de pessoas. Íntegra.
Via Ecoamazônia
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