Colunistas| 17/12/2012 | Copyleft 
DEBATE ABERTO
Não se mexe em time que está apanhando
Por
que o PT fica passivo diante dos ataques que sofre da mídia? Por que o partido
não reage diante de óbvios vícios no chamado processo do mensalão? Por que não
colocou em pauta a CPI da Privataria? Essa passividade foi meticulosamente
construída para fazer da sigla uma máquina eleitoral eficiente, mas desfibrada
para disputar a hegemonia na sociedade
Gilberto Maringoni
A passividade quase letárgica que o PT exibe nesses dias de ataques da mídia não é obra do acaso. É construção de mais de duas décadas, desde pelo menos o início dos anos 1990. Naquela ocasião, a direção do então Campo Majoritário decidiu que o partido precisaria se apresentar de forma mais moderada para ganhar o eleitorado de classe média e facções do empresariado em sua jornada para fazer de Lula presidente do Brasil.
(...)
Rebeldia como problema
A expansão da máquina partidária e a profissionalização de parte da militância como funcionários de prefeituras e governos de estado, ao longo desses anos, acentuaram uma diluição tática. A rebeldia deixava de ser vista como fenômeno positivo e passara a ser encarada como ruído a ser removido do comportamento político coletivo.
Leia a íntegra do texto publicado no site Carta Maior.
Gilberto Maringoni, jornalista e cartunista, é doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de “A Venezuela que se inventa – poder, petróleo e intriga nos tempos de Chávez” (Editora Fundação Perseu Abramo).