Reproduzo trecho do artigo do jornalista Leandro Fortes, publicado neste domingo no site da Federação Nacional dos Jornalistas - Fenaj e em diversos órgãos da Imprensa.
Fazer uma reportagem exige muito mais do que "escrever bem". Exige técnica e conhecimento, exige formação de alto nível, ainda mais nos tempos em que vivemos, onde é necessário, também, estudar e aplicar diversas formas de linguagens em plataformas tecnológicas distintas.
“Escrever bem” é um conceito difuso e erroneamente atrelado a parâmetros distantes do texto jornalístico, que é resultado de um conjunto de técnicas específicas. Quem escreve bem artigos de opinião nem sempre tem capacidade para produzir uma reportagem, e vice-versa.
Não basta "escrever bem" para ser jornalista. Tem que ter formação de jornalista. E foi-se o tempo em que isso era possível de acontecer dentro de uma redação, ao lado daquele bom e velho companheiro de imprensa. Esse é o argumento dos que defendem o fim do diploma de boa fé: a crença romântica na intuição pura e simples do jornalista.
Nos grotões do Brasil, o fim da obrigatoriedade do diploma abriu as porteiras dos jornais regionais para os jagunços dos coronéis da política. Em Diamantino (MT), o ministro Gilmar Mendes, algoz do diploma dos jornalistas no STF, colocou um técnico agrícola para dirigir a emissora da família dele (uma concessão dada à faculdade da qual ele é sócio). Márcio Mendes, o técnico em questão, chegou a usar a programação para pedir o extermínio de meninos de rua em Diamantino.
Fazer uma reportagem exige muito mais do que "escrever bem". Exige técnica e conhecimento, exige formação de alto nível, ainda mais nos tempos em que vivemos, onde é necessário, também, estudar e aplicar diversas formas de linguagens em plataformas tecnológicas distintas.
“Escrever bem” é um conceito difuso e erroneamente atrelado a parâmetros distantes do texto jornalístico, que é resultado de um conjunto de técnicas específicas. Quem escreve bem artigos de opinião nem sempre tem capacidade para produzir uma reportagem, e vice-versa.
Não basta "escrever bem" para ser jornalista. Tem que ter formação de jornalista. E foi-se o tempo em que isso era possível de acontecer dentro de uma redação, ao lado daquele bom e velho companheiro de imprensa. Esse é o argumento dos que defendem o fim do diploma de boa fé: a crença romântica na intuição pura e simples do jornalista.