Mostra Amazônia 50: Meio Século do Cinema Documental de Adrian Cowell




CineSESC exibe, pela primeira vez, filmes de Adrian Cowell, cineasta sino-britânico dedicado ao estudo documental das populações indígenas da Amazônia.

Nascido na China, criado na Inglaterra e grande apaixonado da floresta amazônica e das populações indígenas, Adrian Cowell é homenageado pelo CineSESC neste mês com a mostra Amazônia 50: Meio Século do Cinema Documental de Adrian Cowell.

Nenhuma obra audiovisual no Brasil se compara ao registro que Cowell produziu da Amazônia durante os 54 anos em que realizou viagens para a região da floresta, mantendo contato com indígenas locais. O cineasta chegou a ser recebido por Orlando Villas-Boas, quando em visita ao Xingu, antes mesmo da criação do parque indígena de mesmo nome.

A produção de quase 10 mil rolos de filme e cerca de 30 documentários, divide-se em cinco séries e possui conteúdo político que em muito contribuiu para a mobilização da sociedade em torno da ecologia, passando a ser vista não apenas como um objeto de interesse dos ambientalistas, mas sim de todo o mundo.

Pela primeira vez no Brasil é apresentado o filme Matando por terras, que por duas décadas não pôde ser exibido no país e realizar a versão brasileira desse filme foi o último trabalho de Cowell. Assim, A Década da Destruição será finalmente apresentada de forma completa, com os cinco filmes que a compõe.

Outro trabalho inédito é o filme Visões da floresta, do também cinegrafista e admirador de Cowell, Vicente Rios. A película é fundamental para compreender o trabalho de Cowell, sobre suas memórias e a paixão pela Amazônia.


A programação da Mostra inclui ainda um filme que marca a trajetória do ativista ambiental Chico Mendes, entre os anos de 1985 e 1988, época em que tornaram-se amigos e o posterior assassinato do líder dos seringueiros no Acre.



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