Greve dos professores pode acabar no dia 19: Para quem acredita na Globo, em duendes e nos discos voadores...


por Alfredo Costa

Deu na editoria de Economia (Ué! Num tinha que ser na editoria de Educação???!!!) do G1: "Em reunião feita na terça-feira à noite com representantes de sindicatos de professores que lideram o movimento grevista das universidades federais, os ministérios do Planejamento e da Educação se comprometeram a apresentar um esboço de reestruturação da carreira docente na terça-feira, dia 19." 

Depois de um ano de "negociação", um esboço de proposta vai acabar com a greve?

A propósito, veja a análise do blog "Ufam para o futuro":

"O Governo Federal, derrotado em sua arrogância inicial de não querer negociar com categorias em greve, recebeu, dia 12 de junho de 2012, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes – SN), para, pasmem, leitores e leitoras, pedir uma trégua de 20 dias. Só essa atitude já demonstra que não há compromisso efetivo com a Educação superior e respeito aos professores. Afinal, como pedir 20 dias de trégua se há mais de um ano foram iniciadas as negociações para a Carreira e, na primeira reunião, o Governo diz que não tem proposta? O que se percebe é que, na mesa de negociações, o Governo e o Fórum de Professores das Instituições de Ensino Superior (Proifes) querem recuperar o terreno perdido junto aos professores (e professoras), ou seja, às bases. Após essa reunião, a mídia passou a divulgar que a greve será encerrada dia 19, pela manhã, com a nova reunião. Acontece que o Governo só se compromete a apresentar “um esboço de proposta”. Ora, como se pode retomar as atividades apenas em função de um “esboço de proposta”? Por trás desse “esboço”, o que há é uma tentativa de desmobilizar a categoria com essa “armadilha” de se propor a equiparação à carreira de Ciência e Tecnologia. Acontece que nada disso está formalizado. Claramente, o Governo começa a “jogar” com a possibilidade de os professores se dividiram com essa mera perspectiva de equiparação salarial. Trata-se de um blefe! Será um erro gravíssimo “balançar” numa hora dessas. É preciso manter-se em vigília e esperar que sejam apresentadas propostas formais e não apenas um esboço que apresente melhorias salariais e nada além. Ou se investe nesse conceito de carreira proposto por nós e entendido pelos colegas professores (e professoras) e pela sociedade. A perspectiva de equiparação e esse indicador da mídia de fim da greve para o dia 19 é falso. Tenhamos cuidado!"