Repassando, a pedido da Adufmat - Associação dos docentes da UFMT - Campus do Araguaia:
"A Associação dos Docentes da UFMT - Campus do Araguaia lamenta a radical poda de árvores ocorrida no campus I durante as férias docentes. Não seria exagero qualificá-la como criminosa. “Uma imagem vale mais que mil palavras”. As fotos falam por si.

Não é preciso ter formação especializada para notar que o que foi feito com as árvores do nosso Campus foi muito errado. Todos que ali passaram se assustaram e até se ofenderam com tamanha falta de zelo no trato às árvores. O fato virou notícia na primeira página no jornal da cidade.

Logo na Universidade, local de saber, uma ignorância sem limites. Deveríamos, como formadores de opiniões, ser exemplo de cultura, urbanismo, jardinagem, qualidade de vida. A casa reflete o seu dono.
Temos especialistas nos cursos de Biologia ou Agronomia. Não podemos admitir impunemente que uma empresa contratada, supostamente especializada para fazer um serviço de poda, venha e danifique aquil que é público. Qualquer simples jardineiro sabe que para uma árvore não lascar durante a poda, deve-se fazer um primeiro corte, na parte inferior do galho que se quer podar, para depois fazer o segundo corte, na parte de cima do galho, evitando que a árvore lasque. Finalmente, retira-se o toco que restou com um terceiro corte. O corte final deve ser feito em uma posição correta que facilite a cicatrização. Nada disso foi observado.

Saiba mais sobre podas de árvores. Consulte: Manual de poda da prefeitura de São Paulo .
As copas das árvores, dilaceradas por uma poda inconseqüente, levarão anos para se restabelecer. Algumas nunca chegarão a fazê-lo, tamanha a deformação infligida. Não será surpresa que algumas venham a sucumbir sob o ataque de fitopatógenos que podem penetrar facilmente pelos troncos lascados devido à poda incorreta e que não receberam nenhum tratamento antifúngico após o corte. Pior é que alguns troncos de árvores cujas
copas foram extirpadas, sob a alegação que estavam atrapalhando a iluminação durante a noite, brotarão (já estão rebrotando) e cobrirão novamente a iluminação. A poda deveria promover a elevação da copa, permitir a entrada de luz artificial, sem retirar a sombra do estacionamento. Na verdade, a iluminação artificial está posicionada de forma inadequada, pois os postes deveriam ser de uma altura inferior às copas das árvores. Os responsáveis pela contratação e fiscalização da empresa que fez a poda precisam prestar contas do que foi feito.
Nós docentes, consternados com a má administração do Campus Universitário, esperamos uma explicação."