Seminário da Estadual debate impactos socioambientas dos agrotóxicos no MT


Participantes do II Seminário da Estadual da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida debaterão em dois dias de programação os impactos socioambientais do uso excessivo de agrotóxicos nas monoculturas de larga escala no Estado. Reunidos no Centro Cultural da UFMT, farão na tarde desta quinta-feira um relato de suas experiências locais para produzir informações que subsidiem a campanha.


A pressão dos movimentos sociais é para exigir do Estado que proíba o uso de defensivos já proibidos no exterior. Para isso a campanha, que comemora com este evento dois anos de existência, está coletando desde 2012 assinaturas em abaixo-assinado virtual e impresso que será entregue no dia 9 de maio ao Governo Federal. A coleta impressa está sendo finalizada, mas a petição no site da Avaaz ainda receberá assinaturas até o dia antes do fechamento (assine aqui!).

No Brasil, as lavouras são pulverizadas com agrotóxicos que foram proibidos em 1985 na União Europeia (UE), Estados Unidos e Canadá. Pesquisadores tentam revisar a permissão do uso de 14 tipos de substâncias há dois anos, mas dependem de pareceres do Ministério da Agricultura, Ministério do Meio Ambiente e do próprio sindicato dos produtores, órgãos controlados pelos grandes latifundiários do país.

A pulverização com agrotóxicos por avião também é proibida na União Europeia, fator que no Brasil chega a patamares extremos. Casas, animais, gado, nascentes de rios e córregos não têm seus limites de segurança respeitados. E a legislação é alterada de forma a diminuí-los. Em 2012, o Decreto Estadual 1362 alterou Decreto de 2009, estabelecendo pulverização por trator até 90 metros destes lugares, frente aos 300 metros do decreto anterior. Mais