A aproximação dos três poderes nos municípios


por Gilson Monteiro

Viajar pelas unidade do interior da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) é uma das experiências mais valiosas. Tanto pela satisfação de ver o quanto os Campi da Ufam avançaram, quanto pela clareza com que se nos apresenta a necessidade de Município, Estado e Governo Federal (por meio da própria universidade) trabalharem efetivamente em políticas públicas que possam interferir diretamente na melhoria do padrão de vida das cidades do interior. Sem essa aproximação, fica quase impossível a própria universidade cumprir seu papel pela dificuldade de atrair e reter doutores, por exemplo, nos campi do interior.

É evidente que um doutor não fica em uma cidade do interior apenas pelos salários e pelas condições de pesquisa. Ainda que a universidade fosse capaz de dar todas as condições necessárias ao desenvolvimento de trabalhos de pesquisa de ponta, há um componente muito maior e mais complexo neste processo: ninguém fica por muito tempo em uma cidade que não possua uma boa rede de serviços, dentre eles os hospitalares e odontológicos, por exemplo.

Como reter um intelectual ou um doutor, sem uma livraria, sem boas condições de acesso à Internet, sem uma vida cultural ativa, só para fica nestes exemplos? Ou seja, uma cidada que recebe um Campus de uma universidade tem uma responsabilidade imensa na "retenção" das pessoas que ali venham residir. Há casos que a infraestrutura da cidade é tão precária que falta até moradia para os professores e professores que decidem se fixar nas cidades com Campi das universidades. É essencial, portanto, que se pense globalmente o processo para, assim, os três poderes pensem, juntos, na solução que contribua com o crescimento dos Campi no interior. Sem isso, haverá sempre o risco de muitos chegarem e poucos permanecem.

Fonte: Ufam para o futuro

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