Estamos a menos de dois anos de sediar uma copa do mundo no Brasil. Se
fosse na Sumatra ou no Azerbaijão, a coisa teria menos importância. Por aqui é
diferente. Mexe com sentimentos, com tradições que insistimos em cultivar e com
paixões. Mexe também com muito dinheiro, política e a agenda do país. Mas há
vantagem em ter uma copa no país? O que fica de legado depois que os vencedores
levantam a taça e os estádios se esvaziam?
Carolina Dantas e Gian Kojikovski são estudantes de
jornalismo na UFSC e tentam responder a essas questões no trabalho de conclusão
de curso que estão produzindo. Talentosos e inteligentes, esses meninos são
também persistentes e corajosos. Por isso, foram buscar respostas
na África do Sul, a última sede da Copa da Fifa. Atravessaram o oceano,
embrenharam-se pelas vielas de Cape Town, conversaram com deus e o mundo, e
voltaram para Florianópolis com mais de cinquenta horas gravadas em vídeo para
editar. O documentário “Depois do apito final” está em fase
conclusiva de produção, e parte do processo dos jovens jornalistas pode
ser conferido num blog.
A orientação é da professora Cárlida Emerim. Mais
