Ensino de jornalismo: Universidade dos EUA fecha curso de jornalismo em meio a chamados para melhorar o ensino da profissão
Robin Forman, reitor da Faculdade de Artes e Ciências na Universidade Emory, disse na sexta-feira, 14 de setembro, que o departamento de jornalismo e outros três serão desligados em dois anos, para que alunos cursam os programas terminem seus estudos. A ação foi parte de uma grande reorganização na universidade localizada em Atlanta, Georgia, reportou o jornal Atlanta Journal-Constitution.
Hank Klibanoff, diretor do programa de jornalismo de Emory, que completou 16 anos, disse que afaculdade ficou espantada com a decisão de que ensinar jornalismo não é mais compatível com a futuro da universidade. "Não entendo por que preparar nossos estudantes para se tornarem pensadores críticos, jornalistas profissionais ou cidadãos mais bem informados, como fazemos, tem uma conotação negativa", disse Klibanoff, ex-editor executivo do Journal-Constitution.
Convocando as universidades a se apressarem e embarcarem na era da comunicação digital e da ruptura contínua, Eric Newton, conselheiro sênior do presidente na Fundação Knight Foundation, disse na segunda-feira, 10 de setembro: "Sem graduados mais bem equipados, como podemos garantir que as gerações futuras terão as notícias e informações que precisam para gerir suas comunidades e suas vidas?"
Newton e representantes de outras cinco fundações fizeram uma convocação a programas universitários de jornalismos e comunicação, numa carta aberta divulgada em 3 de agosto, para adotar o modelo tipo"hospital universitário", que requer uma abordagem mais profissional e menos acadêmica sobre o ensino de jornalismo.
Newton elogiou instituições como a Escola de Jornalismo na Universidade do Texas por atualizar seu currículo, e também citou o projeto News21 na Universidade do Estado do Arizona como um exemplo de como estudantes e universidade podem produzir reportagens significativas que beneficiem toda a comunidade.
Fonte: Jornalismo nas Américas
