Uruguai preocupa o mundo ‘civilizado’

Por Antonio Silva

O controle rígido sobre a sociedade pode resultar em domínio de mentes e corações, sem grandes resultados humanos


Formadores de opinião favoráveis e contrários à medida fazem valer suas vozes com informações as mais diversas sobre o assunto.


Considerando as questões relativas à saúde, a liberação do uso da maconha pode significar problemas de diferentes ordens, sobretudo para os jovens. Entretanto, numa perspectiva social não há controle sobre o entorpecente, de maneira eficiente em lugar nenhum neste mundo.


Nas grandes cidades brasileiras, como exemplo, – e até no interior – não é difícil se deparar com pessoas fazendo tráfico nas calçados e próximos a lugares mais frequentados nas altas noites. No final, com a liberação ou não a maconha – e drogas mais pesadas -, apesar da “rígida” proibição, a folha da planta beneficiada faz parte da sociedade brasileira e mundial.


Numa análise política e econômica, seria importante observar os reflexos no país do seu consumo e controle. A cada ano milhares dólares são investidos no combate ao entorpecente em diversos países, sobretudo nos países periféricos. Como se vê com poucos resultados, mas de forte intervenção política.


Com discurso de defesa da sociedade de países pobres, governos das nações desenvolvidas tem ingerência sobre a gestão de outras nações. Portanto, a preocupação com as drogas leva ao controle social e administrativo, como outro ponto da discussão sobre esta medida, da liberação da maconha.


Além do mais, a sociedade precisa buscar maneira de manter a ordem mínima para evitar o descontrole político e econômico, mas considerando o direito de escolhas individuais, como ocorre com a bebida e cigarro.


A informação para o conhecimento com profundidade das pessoas, sobre os problemas causados pelas drogas, seria mais eficiente do que gastos excessivo com a repressão e cadeias lotadas, sobrando à falta de observação dos Direitos Humanos.


Certamente, o controle da miséria e a pobreza seria uma forma mais eficiente de oferecer educação e qualidade de vida para milhares de cidadãos.


Assim, o controle rígido sobre a sociedade pode resultar em domínio de mentes e corações, sem grandes resultados humanos.


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Antonio Silva é Jornalista e professor da UFMT - Campus Araguaia.

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