A guerra já começou

Por Antonio S. Silva


Assim, podemos pensar que o mundo contemporâneo é mais complicado do que a mídia quer mostrar




Há especialistas, fontes de grandes jornais, analisando que numa provável endurecimento de Putin, a Rússia teria mais a perder do que a Europa, entrando numa grave crise, com recursos públicos e privados congelados no ocidente. Tudo bem se os conflitos que ocorrem na atualidade se passassem apenas pelas questões econômicas.

Numa guerra que já começou, em jogo está o poder de decisão e capital simbólico. Isso quer dizer que a Rússia mantendo sua postura de não ceder, golpeando os seus adversários, passa a ser um forte jogador nas decisões globais.

Como resultado ganhos econômicos, pois deverá ser observado o seu quinhão de pode adquirido com suas investidas no fatiamento da política global. Uma divisão da ordem social global reduz enormemente o poder dos Estados Unidos, como potência bélica, com ofuscamento de sua capacidade de vencer qualquer nação, se impondo como xerife planetário.

Se há relação entre EUA/EU, por outro lado existe a proximidade entre Rússia/China. A questão, portanto, não é simplesmente uma equação econômica imediata.

Mais a mais as disputas de bastidores é mais complexa, com estratégias que a mídia não divulga, com evidência. Afinal, a  maioria das agências que abastecem o mundo com  informações vem exatamente dos países do bloco EU/EUA. Para piorar, no caso do jornalismo brasileiro, comum as informações de repórteres serem feitas de Nova York e Londres.

Assim, podemos pensar que o mundo contemporâneo é mais complicado do que a mídia quer mostrar.

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Antonio S. Silva é Jornalista e professor da UFMT - Campus Araguaia.

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