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Atendendo ao chamado das centrais sindicais e movimentos sociais de todo o país, os professores da UFMT decidiram em Assembleia Geral se unir ao movimento nacional do dia 11 de julho. Neste Dia Nacional de Lutas com Greves e Mobilizações, os docentes realização um dia inteiro de atividades culturais, rodas de diálogo e um almoço gratuito, fechando com um ato às 16h com concentração na Praça 8 de Abril. Dentro da universidade, a programação será na sede da Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat-S.Sind.) e começa às 9h.

As atividades visam manter vivo o debate no campus sobre as políticas para a educação, evitando que a paralisação se torne apenas um dia sem aulas. Entre as atividades programadas estão a graffitagem, por conta da equipe da Central Única das Favelas (CUFA), apresentação de poesia, capoeira, grupos musicais e outros. O almoço será servido ao 12h e um ônibus levará os participantes até a Praça 8 de Abril para a concentração do ato em parceria com os demais sindicatos e movimentos sociais. Os professores se somarão aos protestos aderindo às bandeiras do Dia Nacional, mas somando também suas pautas específicas.

Neste momento os professores os professores travam uma luta interna contra alterações na Resolução 158/2010 do Consepe, que regulamenta a carga horária docente. Recentemente a reitoria encaminhou um projeto que reduz as horas de preparação de aula e correção de provas e aumenta o tempo em sala de aula, ameaçando os docentes de sobrecarga laboral. Em Assembleia ficou definida a possibilidade de uma greve caso a resolução seja alterada.

Também estará em pauta na manifestação a Carreira Docente dos professores das federais, desestruturada em dezembro do ano passado com aprovação do Projeto de Lei 4368/2012, fruto do acordo entre Governo e Proifes após a greve de quatro meses em 2012. Neste ponto também foi aprovado indicativo de greve sem data na última Assembleia, que será encaminhado ao Sindicato Nacional.

Outra importante bandeira levantada pelos professores é o rechaço ao projeto de privatização dos Hospitais Universitários, que está em voga com a adesão à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A Empresa substitui as universidades na gestão dos hospitais-escola, flexibilizando a estabilidade dos servidores e desvirtuando o caráter educativo em prol de programas mercadológicos. A UFMT aprovou adesão à Ebserh em 25 de setembro de 2012 pela Consuni, à despeito de protestos de professores, alunos e técnicos.

As mobilizações foram convocadas por oito centrais, CSP-Conlutas, CUT, UGT, Força Sindical, CGTB, CTB, CSB e NCST, além de participação do MST, o Dieese e outros setores articulados no âmbito do Espaço de Unidade de Ação. Entre as pautas que congregam todas as centrais e seus respectivos sindicatos estão:

1.Educação; (10% do PIB para educação, melhoraria da qualidade, ciranda infantil nas cidades)
2. Saúde; (garantia de investimentos conforme a constituição, melhoria do SUS, apoio a vinda dos médicos cubanos)
3. Redução da Jornada de trabalho para 40 horas;
4. Transporte público de qualidade; (proposta de tarifa zero em todas as grandes cidades)
5. Contra a PEC 4330 (terceirização); Rejeição desse projeto do governo, que na pratica rasga a CLT e institucionaliza o trabalho terceirizado sem nenhum direto de FGTS, férias, etc.)
6. Contra os leilões do petróleo;
7. Pela Reforma Agrária; com tudo o que significa de solução dos problemas dos acampados, desapropriações, recursos para produção de alimentos sadios. Legalização das áreas de quilombolas, demarcação imediata das áreas indígenas, etc
8. Pelo fim do fator previdenciário que afeta a classe trabalhadora ao se aposentar.
9. Reforma política e realização de plebiscito popular que autorize a convocação de uma Constituinte Específica para fazer a reforma política;
10. Reforma urbana; para enfrentar a crise urbana das grandes cidades, com especulação imobiliária, etc.
11. Democratização dos meios de comunicação. Encaminhar projeto para aprovação no congresso, que unificou todos os movimentos no Fórum Nacional de democratização da mídia, e que já estamos coletando assinaturas.

DENUNCIAMOS:
1.O genocídio da juventude negra e dos povos indígenas;
2.A repressão e a criminalização das lutas e dos movimentos sociais;
3.A impunidade dos torturadores da ditadura;
4.Somos contra aprovação do estatuto do nascituro;
5. Somos contra a redução da maioridade penal.

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