Os diplomados do ensino superior são menos afetados pelo desemprego em tempos de crise, fumam menos e têm menos probabilidade de se tornarem obesos, segundo um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado nesta terça-feira.

"A diferença em termos de emprego entre os jovens com um nível de instrução mais elevado e aqueles que deixaram os estudos precocemente cresce aina mais durante a crise", ressalta o 21º relatório "Olhares sobre a Educação", da OCDE.

A organização examinou trinta indicadores (salários dos professores, o tamanho das turmas...) nos países membros da organização, bem como na África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Brasil, China Índia, Indonésia e Rússia.

A maioria dos dados foram coletados até 2011 e, portanto, não leva em conta os cortes orçamentais derivados da crise da dívida. "Hoje, é mais importante do que nunca deixar a escola com um bom nível de qualificação", segundo o secretário-geral da OCDE Angel Gurria, citado em um comunicado. Ele pede aos governos para que "concentrem seus esforços em medidas voltadas para os jovens", principalmente aos "pouco qualificados, que riscam ter baixa remuneração".

A taxa de desemprego daqueles que não concluíram o ensino médio é quase três vezes maior (13%) do que os diplomados do ensino superior (5%).E os formandos recebem um salário médio 50% maior do que os graduados do ensino médio.

Preocupado em plena crise com a proporção de jovens que não frequentam cursos e não trabalham, a OCDE, que reúne 34 países desenvolvidos, pediu no final de maio aos seus membros a "tomarem medidas para reduzir as taxas de evasão escolar, evitarem a repetição e darem uma segunda chance para os jovens", e melhorarem os programas de formação profissional. 
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