Ryoki Inoue

1 – Como você definiria o escritor, o indivíduo e o jornalista Ryoki Inoue?
R: Sou sonhador. Também um lutador, pois tive de enfrentar grandes dificuldades por causa desse meu sonho de viver de literatura, de viver única e exclusivamente daquilo que escrevi e escrevo.
2 – Onde nasceu e qual sua relação com o lugar em que mora?
R: Nasci em Campos do Jordão, mas fui registrado em São Paulo porque naquela época (1946) ter nascido em CJ era sinônimo de ter pais tuberculosos e havia um terrível preconceito em relação a essa doença. Meus pais não quiseram que eu carregasse na Carteira de Identidade esse estigma. Estudei em São Paulo, viajei muito e, por fim, vim me estabelecer em São José dos Campos, uma cidade maravilhosa, sem trânsito, com baixa poluição, tecnocrata e quase cosmopolita.
3 – Quando começou a escrever suas estórias? Quem o incentivou?
R: Comecei a escrever em maio de 1986, incentivado principalmente por minha esposa que cansara de me ver batalhar como um mouro escravo na medicina e sem o devido reconhecimento, seja moral ou financeiro.
4 – Como se dá o processo de criação das suas obras?
R:.Procuro captar ideias de todos os lugares: noticiários, cotidiano, cenas esparsas, “causos” contados por terceiros, etc. Daí desenvolvo um projeto e, com base nele, pesquiso sobre o tema e escrevo o livro.
5- Fale-nos sobre sua atuação no jornalismo? O que defende?
R: Na realidade, não sou jornalista de formação (diplomado, o que hoje parece não ter lá muita importância). Fui editor-chefe da International Press Co., uma empresa de notícias nipo-brasileira, fui proprietário de um jornal de médio porte no Sul do Espírito Santo e sempre estive ligado, de uma maneira ou de outra, ao jornalismo. Defendo a livre expressão, a honestidade na informação e a ética.
6 – Que livro/autor foi marcante na sua trajetória pessoal ou como escritor?
R: Difícil dizer qual. Muitos livros e incontáveis autores influenciaram minha trajetória como escritor. Só a título de exemplos poderia citar Harold Robbins, Sidney Sheldon, Eça de Queiroz, Francisco de Barros Jr., Monteiro Lpobato, Burroughs, Riggins, Fernando Sabino, Ruben Braga e muitos outros.
7- Quantos livro você publicou?
R: Até este momento, 1.100. O 1.102 deverá sair ainda este ano.
8 – Qual considera ser o favorito seu e do leitor?
R: O livro que gostei mais de escrever é “Pastora de Homens” e o que eu acho que os leitores preferiram Até agora é “O Fruto do Ventre”.

9 – Em suas obras vemos o reflexo de momentos históricos vividos pela humanidade; como durante a”Guerra fria”, a tensão política entre as nações. A pergunta é: Teve algum título questionado ou que repercutisse como provocação a governantes ou instituições de segurança?
R: “O Erro do Almirante”, em que eu narro um terrível erro estratégico do Almirante Yamamoto durante a Guerra do Pacífico, fez com que alguns japoneses mais radicais me criticassem dizendo que um san-sei não teria o direito de escrever isso. “O Fruto do Ventre” mordeu um pouco alguns católicos e “Também se Lava com Água Benta” quase garantiu a minha excomunhão.
10 – Que jornais/revistas serviam como referências na elaboração de suas estórias?
R: Praticamente todos e todas que estavam nas bancas.
11 – Quando e por que decidiu pela total independência das editoras tradicionais?
R: No ano passado, após perceber que era absolutamente impossível tentar sobreviver de royalties que eram pagos de seis em seis meses e, ainda por cima, inconsistentes com as projeções de vendas.
12 – Como vê a atuação da Ryoki Produções no âmbito virtual?
R:.Vejo com esperanças. Temos investido na produção de e-books e na filosofia copiada das editoras norte-americanas, de que o autor deve ser dono da edição. Investindo em sua própria obra o autor está mais motivado a contribuir para a sua divulgação e pode controlar com precisão as vendas.
13 – Você julga a internet um lugar propício para o desenvolvimento de bons escritores?
R: Não para o desenvolvimento, pois a Internet aceita qualquer coisa. Mas sem dúvida é um local propício para a descoberta de novos e bons talentos.
14 – Que mensagem deixaria ao novo autor?
R: Primeiro, jamais deixe de sonhar. Segundo, acredite em seu taco e invista em seu trabalho. Terceiro, considere a escrita como uma profissão, tente viver dela. Por último, jamais seja vaidoso. De todas as vaidades, a mais prejudicial é justamente a vaidade intelectual.
15 – Como o leitor/ autor poderia contatá-lo? Poderia indicar sua(s) página(s) na WEB?
R: Estou sempre às ordens em editorial@ryokiproducoes.com.br
Podem me ligar em (12)3302-7925
Meus sites: www.ryokiproducoes.com.br
www.ryoki.com.br
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