O jornalista que manipula a resposta do entrevistado e o repórter que inventa a notícia para a TV. Foram dois vídeos, alguns minutos e bastante humor para satirizar a atuação da imprensa. Com esse e outros assuntos, o canal Porta dos Fundos, há seis meses no ar no Youtube, já incomodou marcas e, nas últimas semanas, foi tema de pautas na imprensa.

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Repórter afirma que mulher é "traveco" e pergunta quando ela virou puta (Imagem: Reprodução/Porta dos Fundos)
Divulgado há duas semanas, o vídeo "Entrevista" traz um repórter manipulador que tenta a todo custo uma manchete polêmica de um ator que foi convidado para falar de seu espetáculo teatral. "Vamos batalhar essa manchete, vai!?", diz o jornalista após insistir e tentar tirar aspas comprometedoras do entrevistado. A "Entrevista" já foi visualizada mais de 628 mil vezes.

O outro, postado em agosto último e que ultrapassou a barreira de 1,6 milhão de acessos, apresenta um repórter de TV que fica em uma delegacia esperando e inventando notícias, como ao afirmar que um homem estava no local porque tinha bebido, quando na verdade ele estava lá devido à bolsa que lhe foi roubada. Ao apanhar de uma das fontes, ele afirma que "isso é que é matéria e jornalismo".
Liderado pelos empreendedores Fábio Porchat, Gregório Duvivier (que interpretou o jornalista nos dois vídeos), João Vicente de Castro, Antônio Tabet e Ian SBF, o canal ficou conhecido e passou a rentabilizar depois de criticar o atendimento da rede de fast food Spoleto. Com mais de 60 vídeos e 90 milhões de visualizações, a história já figurou nos portais de Folha, Brasil 247, Zero Hora, Época Negócios, O Globo, Veja e outros.
A provável ida do Porta dos Fundos para o cinema e a questão humorística são os assuntos mais tratados nas matérias. Em entrevista à Época Negócios, Porchat contou que não levaria o canal para a TV."A gente já recebeu muitos convites de canais de televisão: Multishow, TBS, Globo e nós dissemos não para todas. Todos os sócios vieram da televisão (...) a gente vem da TV para ficar na internet. A gente quer ficar na internet e acho que é uma decisão certa", explicou ao veículo.
Um vídeo ironizando a postura dos políticos foi o gancho principal da reportagem "Fabio Porchat, o humorista que não perdoa ninguém", feita pela Veja.com. O texto aproveita para fazer um perfil e contar a história do humorista. "Porchat é do tipo que fala muito, em alto e bom som, gesticula e não para quieto. Conta que o primeiro emprego, em 2006, foi de redator do programa 'Zorra Total'. Foi ficando conhecido e ocupando espaços até que chegar à internet e decuplicar a audiência", diz o site. Zero Hora e O Globo aproveitaram para falar sobre a reação das marcas Spoleto e Globo com as críticas feitas pelo canal.
Os vídeos que falam sobre a atuação dos jornalistas podem ser visualizados abaixo:

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